Não é novidade que o autoproclamado ‘Estado Islâmico’ se tem servido das redes sociais para disseminar o terror e atrair simpatizantes. No Brasil, por exemplo, a estratégia passa pelo Facebook, Instagram, Telegram e sobretudo Twitter, com a publicação de vídeos e fotos de cadáveres e decapitações, textos religiosos, homenagens a membros mortos em combate e, ainda, resposta pronta a quem demonstra interesse em juntar-se ao grupo ou saber mais acerca das suas práticas.

Felizmente, por parte destas redes sociais, várias medidas têm sido tomadas para controlar/contornar a tendência. No caso do Twitter, desde Fevereiro deste ano que 235 000 contas relacionadas com promoção do terrorismo e ameaças violentas foram suspensas. Se contamos desde meados de 2015, momento em que teve início a “limpeza”, são já 360 000 contas, com uma média de 80% suspensões diárias. Parte deste número se deve às ferramentas proprietárias “spam-fighting”, que impedem o acesso dos terroristas às suas contas e, consequentemente, levam à redução do tempo de permanência nesta rede social e número de seguidores. Outro meio utilizado é o reforço das equipas que buscam este tipo de contas suspeitas de propaganda “jihadista”.

Twitter põe fim a milhares de contas relacionadas com o Terrorismo
Twitter põe fim a milhares de contas relacionadas com o Terrorismo

A suspensão das contas de Twitter alusivas ao terrorismo trata-se de uma medida que visa estreitar a fronteira entre a liberdade de expressão e a segurança, impedindo a comunicação do Estado Islâmico por este meio. A empresa reforça ainda que faz parte das suas regras censurar actos e expressões violentas, sejam elas de que caracter forem, e que continuará a investir em tanto em tecnologia como noutros recursos para enfrentar este problema.

Por outro lado, a rede social que rivaliza com o Twitter, o Facebook, tem também feito o seu papel no que toca ao combate a terroristas. No início deste ano removeu o perfil de Tashfeen Malik, que ficou conhecido como um dos atiradores de San Bernardino, na Califórnia, no massacre que ocorreu em Dezembro de 2015. A par disso, sabe-se que restringiu 32,100 fotografias relacionadas com as vítimas dos atentados em Paris.