Sob o pretexto que nem sempre é fácil andar com carteira, principalmente enquanto se compete ao mais alto nível, a VISA, juntamente com o banco brasileiro Bradesco (considerado a marca mais valiosa da América Latina), decidiram lançar durante os Jogos Olímpicos 2016 no Rio de Janeiro, algumas soluções para facilitar a concretização de pagamentos dos atletas, e não só, enquanto estiverem no Brasil.

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Logo conjunto da VISA e dos Jogos Olímpicos do Rio

Estes dispositivos, devidamente associados à conta de um cartão de crédito, dispõem de tecnologia NFC (Near Field Communication), que permite a comunicação sem fios entre de aparelhos, mas só a um curto alcance (a uma distância máxima de 10 cm). A disponibilização destes dispositivos durante os Jogos Olímpicos, trata-se de uma fase de testes para analisar a possível implementação desta tecnologia no futuro, que pretende ser um método mais seguro e simples.

Este método de pagamento, apelidado de contactless, pretende ser uma alternativa ao uso dos cartões de crédito. Face a isto, foram apresentadas pulseiras, anéis e relógios que permitem a transferência de créditos durante uma compra. A implementação destes wearables, foi a solução mais viável para a VISA, por se tratarem de objectos do quotidiano de qualquer pessoa, colmatando desta forma a resistência do público a uma mudança.

Os fãs que assistiram aos Jogos Olímpicos também poderiam adquirir alguns destes produtos, mas só durante o período em que os Jogos decorreram.

Com esta estratégia, foram distribuídas 3.000 pulseiras entre atletas, artistas e jornalistas, para efectuarem pagamentos de bens e serviços dentro e fora dos complexos olímpicos. Para a sua utilização, basta aproximar a pulseira de um terminal de pagamento, não sendo necessário introduzir o PIN para compras até R$ 50 reais (cerca de 14 euros). Esta pulseira é feita de borracha, é ajustável e à prova de água, para que seja resistente e não deixe de funcionar facilmente.

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Pulseira VISA para pagamentos

O anel trata-se de um produto mais elegante e selectivo, pois só foi entregue a 45 atletas que são patrocinados pela própria VISA. Este anel desempenha as mesmas funções que a pulseira, também é à prova de água (até 50 metros), não necessita ser recarregado e ao contrário dos cartões de crédito, não contém informação sensível inscrita, como o número do cartão ou o nome do proprietário, o que o torna ainda mais seguro.

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Anel VISA para pagamentos

Poderá ver neste vídeo como é simples utilizar a tecnologia contactless da VISA.

O relógio, que também faz parte das novidades apresentadas para os Jogos, foi desenvolvido em cooperação com a Swatch, resultando no modelo Bellamy. O processo de utilização é semelhante ao da pulseira e do anel, no entanto este sistema de alimentação é independente do próprio relógio em si, para que não exista interferências energéticas entre as duas funções.

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Relógio Swatch Bellamy para pagamentos VISA

A tecnologia NFC, que já existe há algum tempo, está já incorporada em alguns cartões de crédito e em telefones, começando aos poucos a tornar-se mais popular entre o público. Desde o seu lançamento em 2008, o Brasil já dispõe de 1,5 milhões de terminais de venda espalhados pelo país (cerca de 80% dos terminais existentes) com esta tecnologia, onde qualquer um destes 3 acessórios pode ser usado. No entanto, para maior conforto dos atletas, ainda foram instalados mais 4.000 terminais dentro da aldeia olímpica, durante os Jogos Olímpicos.

Estes dispositivos poderão ser utilizados até junho de 2017. No entanto, caso os resultados desta fase de testes sejam positivos, é possível o lançamento comercial destes aparelhos até ao final do ano.

As transações efetuadas por estes acessórios poderão também ser monitorizadas através de uma aplicação móvel, onde pode ser consultado o histórico de pagamentos, o saldo da conta ou bloquear qualquer um destes dispositivos, caso se tenham perdido.

Com a apresentação destes novos métodos de pagamento, a VISA pretende dar mais segurança e confiança aos seus clientes, mas também reforçar a sua posição enquanto patrocinadora mais antiga dos Jogos Olímpicos.